Historia da Cerveja

Cerveja

RESUMO DA HISTÓRIA DA CERVEJA

 

Mesopotamia

Mesopotamia

6000 a.C. Há evidências de que a cerveja já era produzida na Mesopotâmia.

Manuscrito Sumeriano

Manuscrito Sumeriano

4000 a.C. Época Sumeriana – existência de cerveja e de casas de cerveja, as quais eram mantidas por mulheres.

 

Ramses III

Ramses III

3000 a.C. A cerveja é a principal bebida do Egito, tem importante papel na vida diária, e é utilizada  em rituais religiosos. A cervejaria era exercida por padeiros, devido à natureza da matéria prima utilizada, grãos de cereais e leveduras. A cevada era deixada de molho até germinar, e então moída grosseiramente, moldada em bolos, aos quais se adicionava a levedura.

 

Osíris

Osíris

Ísis

Ísis

Os bolos, após parcialmente assados e desfeitos, eram colocados em jarras com água e deixados para fermentar.
Esta cerveja rústica ainda é  fabricada no Egito com o nome de Bouza. 

Mapa da Gália

Gália

500 a.C. Produzida pelos gregos, que aprenderam com os egípcios (que apesar disso, preferem vinho), é levada pelo império romano  para a Gália (atual França), e de lá para toda a Europa.

Gregos e Romanos

Gregos e Romanos

50 a.C. Neste período, surge a palavra cervisia, ou cerevisia, originada na Gália e disseminada pelos romanos após a conquista da Gália. A palavra vem do latim e está relacionada à Deusa egípcia da Agricultura  – Ísis –  correspondendo a  – ceres –  para os romanos, e a  – demeter – na Mitologia grega, Deusa da Terra Cultivada. Osíris, esposo de Ísis, cuja morte e ressurreição simbolizam o ciclo da natureza e da fecundidade, teve seu culto espalhado por todo mundo Greco- Romano, junto ao de Ísis.

Monastérios

Cerveja de Abadia

820 d.C. Já existiam três cervejarias e uma maltaria na Abadia de Saint Gall, na Suíça, provavelmente o primeiro complexo industrial de cerveja.

Hildegard von Bingen Bild

Hildegard von Bingen

1100 Surge o primeiro registro oficial da utilização do lúpulo, feito pela irmã Beneditina (depois canonizada), Hildegard, Abadessa de Rupertsberg, perto de Bingen, Alemanha. Entretanto, existem evidências que já no século VIII se utilizava o lúpulo.

Guilherme IV

Guilherme IV

1516 O Duque Guilherme IV da Baviera, Alemanha, decretou a lei da Pureza (em alemão Reinheitsgebot), definindo que a cerveja só pode ser feita de água, malte de cevada, e lúpulo.

Van Leeuwennhoek

Van Leeuwennhoek

1680  Foi desenvolvido o microscópio por Van Leeuwennhoek. Desde a Idade média até o século XVIII, com o  aumento do consumo, inicia-se a instalação de cervejarias industriais. Foi criada a cerveja Pale Ale, que como o próprio nome diz, apresenta uma coloração “pálida”, por não utilizar malte torrado em sua fabricação.

Cervejaria Guinness

Guinness

1759  Foi criada a marca irlandesa de cerveja Guinness.

Lavoisier

Lavoisier

1789  Lavoisier descobre o gás carbônico formado pela fermentação.

 

Familia Real

Familia Real

1808  A cerveja chega ao Brasil, junto com a Família Real Portuguesa (alguma coisa de bom uma hora iriam  trazer…).

 

Gay Lussac

Gay Lussac

1815  Gay Lussac descreve a equação da fermentação.

 

Pilsen Urquell

Pilsen Urquell

1842  Surge  na região de Pilsen,  atual República Tcheca, a  primeira cerveja de baixa fermentação, uma lager mais clara, que veio a ser denominada cerveja “pilsen” ou “pilsener”.

Bohemia Petrópolis

Bohemia

1853  O alemão Henrique Kremer fundou, na cidade de Petrópolis no Rio de Janeiro, a primeira marca brasileira de cerveja: a Bohemia.

Louis Pasteur

Louis Pasteur

1876  Louis Pasteur publica, na França, sua obra sobre cerveja, expondo aspectos fundamentais como: teoria fisiológica da fermentação por micro-organismos, dissolução do oxigênio no mosto, descrição de um grande número de micro-organismos contaminantes e conservação da cerveja através de aquecimento,  a pasteurização.

1876  C. V. Linde constrói o  primeiro compressor frigorífico em Munique. Isso possibilitou a produção de cervejas de baixa fermentação durante todo o ano, independente da temperatura ambiente, pois estas cervejas requerem refrigeração adequada e controlada.

Emil Christian Hansen

Emil Christian Hansen

1883  Emil Christian Hansen desenvolve, na Dinamarca, a cultura pura de leveduras. Este método de propagação, a partir de uma única célula desse micro-organismo, generaliza-se nas cervejarias. a partir desse momento  tornou-se viável a homogeinização da qualidade organoléptica ( aroma e sabor), da cerveja produzida em determinada fábrica.

Antarctica Paulista

Antarctica Paulista

 

1885  Foi fundada a companhia Antarctica Paulista, fabricante de gelo e gêneros alimentícios.

Cervejaria Brahma

Brahma

 

 

1888  Foi fundada  a  manufatura de cerveja Brahma, do suíço Josef Villiger.

 

1902 Foi inaugurado o parque Antarctica, local de reunião e passeio dos paulistanos. Em 27/04/1920, o parque é vendido ao clube Palestra Itália,  hoje Sociedade Esportiva Palmeiras.

1904  A Brahma passa a se chamar Companhia Cervejaria Brahma.

Lata de cerveja Krueger's

Krueger’s

1935  A fábrica americana Krueger, (Gottfried Krueger Brewing Company) de Newark – EUA, lançou a primeira cerveja em lata do mundo.

Anchor Brewery

Anchor Brewery

1970 Inicia-se nos Estados Unidos o movimento das microcervejarias, ou “revolução cervejeira” como é chamado. Hoje, todo o mercado de cerveja do mundo, vem sofrendo profundas mudanças desde o final dos anos 70, inclusive para o “Velho Mundo” da cerveja.

 

AmBev

AmBev

1999  As cervejarias brasileiras Brahma e Antarctica se uniram para formar a Companhia de Bebidas das Américas (AmBev).

InBev

InBev

2004 Ocorre a fusão da empresa brasileira Ambev com a belga Interbrew, formando a AB InBev, uma das maiores companhias de bebidas do mundo, Belga-Brasileira que controla 14% do mercado mundial de cervejas.

Hoje, o Brasil é um país onde o mercado da cerveja cresce a cada ano e com muitos adeptos. O consumo de cerveja pelos brasileiros é o terceiro do mundo, com 140 milhões de hectolitros por ano, e aumentando ano após ano, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. A maior parte deste consumo, contudo, está ligado diretamente às cervejas de grandes “marcas”, porque em termos de cervejas artesanais ou “gourmet”, ainda estamos em desenvolvimento. Hoje, as cervejas especiais representam em torno de 7% do consumo no Brasil e, as artesanais, não passam de 2% desta fatia.

Como amantes de uma boa cerveja, esperamos que esses números cresçam e apareçam mais  micro-cervejarias de qualidade e que o nosso governo tenha mais consciência quando se tratar de impostos de uma maneira geral.

Saúde!!

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